quinta-feira, 23 de julho de 2009

A história do baton



No século XIII, um monge de Piza descobriu o carmim de Cochinella (Coccus Cactis), pigmento vermelho insolúvel em água, iniciando-se uma nova moda na arte de pintar os lábios. Mais tarde, na corte francesa de Luiz XVI, substituiram as gorduras animais, de odor desagradável pelo óleo de oliva e de amêndoas doces. Em 1886, os óleos vegetais foram substituídos por óleo de vaselina, diminuindo assim, os problemas de durabilidade do produto.
Rhocopis, um perfumista francês, foi o responsável pela revolução que definitivamente trouxe o batom para a vida das mulheres no século XX. Seu invento, o “bàton serviteur”, era uma massa composta de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, de cor vermelha, cuja textura se devia ao acréscimo de gordura de cervo. Envolvido em papel de seda, daí o nome batom, que significa bastão, em francês o pequeno instrumento conquistou rapidamente as mulheres.
O produto seguiu conquistando atrizes e prostitutas do mundo inteiro. Foi só durante a Primeira Guerra Mundial que as donas de casa perderam o preconceito e aderiram à moda do batom vermelho.
Em 1915, nos salões de beleza dos EUA, surgiram os primeiros batons, fixados numa base de metal dourada e protegidos por uma tampa.
Em 1921, Paris é palco de uma verdadeira revolução na história do batom; é a primeira vez que um produto desta categoria é embalado num tubo e vendido em cartucho. O sucesso é tal que em 1930 os estojos de batom dominam o mercado americano (lipstick), trazendo uma nova fase para o desenvolvimento destas formulações.
O batom que conhecemos hoje, em forma de pequeno bastão sólido, surgiu a partir de 1935. Paris promoveu uma verdadeira revolução na história do batom, quando este passou a ser vendido embalado num tubo e vendido em cartucho.A fórmula básica do produto não mudou muito, a indústria procura cada vez mais melhorá-lo, oferecendo cuidados especiais aos lábios, uns com filtros solar outros com hidratantes, as cores são variadas, basta escolher a preferida.

Arma de sedução
A boca vermelha é considerada uma arma de sedução. Especialmente em Hollywood, onde estrelas do cinema como Marlene Dietrich, Rita Hayworth e Mae West conseguiram tirar a fama de vulgar do vermelho que até então era usada por prostitutas e mulheres da noite que trabalhavam em bares e cabarés. Mais tarde, já nos anos 50 e 60, o vermelho virou, de fato, a cor da sedução. Marilyn Monroe, o ícone do sex-appeal, e sua boca vermelha transformaram-se em sinônimos de sensualidade feminina. Hoje em dia usar batom vermelho para alguns é considerado um estilo retro.
by Krika

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